Como é feito o papel
É feito da madeira de uma árvore chamada eucalipto. Todas as árvores contém uma substância chamada
celulose em suas células – o material que é feito o papel.
Os eucaliptos são derrubados e encaminhados
para fábricas onde sua madeira é cortada, descascada e triturada.
Quais árvores são usadas para fazer o papel?

As árvores mais utilizadas é o eucalipto e o pinus, por conta que essas
árvores são de crescimento rápido.
O Brasil hoje em dia é líder mundial na produção do papel e de celulose.
Etapas da produção do papel
Da madeira ao papel

Como você sabe, o papel vem das árvores, mas o único
componente da madeira utilizado na sua
produção é a fibra de celulose.
Curiosamente, meia árvore pode produzir
cerca de 1.500 folhas de papel.
O plantio, a colheita e seleção da madeira
O processo de produção do papel começa nas plantações de eucalipto, que são extraídos e
enviados às fábricas em média 5 anos após o plantio.
Quando a madeira chega à fábrica, ela é avaliada, verificada quanto ao tamanho e peso.
Além disso, passa por detectores de metais em busca de pregos e ferramentas que
possam atrapalhar a produção de papel e celulose.
Benefícios e malefícios dessas plantações
O reflorestamento de eucalipto apresenta várias desvantagens. Ele reduz a biodiversidade local,
pois as florestas de eucalipto não fornecem alimentos para muitas espécies animais.
A monocultura do eucalipto aumenta o risco de doenças e pragas, exigindo
tratamentos químicos caros. Isso também leva à falta de empregos remunerados,
já que muitos plantios são altamente mecanizados. Além disso, as substâncias químicas
liberadas pelas folhas em decomposição podem prejudicar a regeneração da floresta nativa.
A extração da celulose
Imediatamente após esta etapa, a madeira é cortada em lascas (cavaco) e a celulose é extraída, a celulose é separada da lignina e dos extrativos, já que a matéria-prima utilizada na produção
é a polpa de celulose. O processo de separação da fibra de celulose ocorre em grandes
tanques onde são colocados produtos químicos que auxiliam na separação da matéria-prima.
Uma vez extraída a celulose, são adicionados oxigênio e dióxido de cloro para dar
aspecto branco à matéria-prima, e a umidade final deve chegar a 80%.
A fórmula química das moléculas de celulose contém muitas ligações de hidrogênio,
o que favorece a absorção da umidade do ambiente. É um material com alto índice higroscópico.
Portanto, o ambiente de produção deve controlar rigorosamente a temperatura e a umidade, caso contrário, tanto as matérias-primas quanto os produtos finais serão muito danificados
pelos efeitos da alta umidade.
A secagem do papel
As fibras são misturadas com amido, corantes, carbonato de cálcio e aditivos para
formar a “massa” usada na fabricação do papel. O próximo passo é retirar toda
a umidade da matéria-prima, um processo de 4 etapas.
Na primeira etapa, a massa passa por um processo em que a água é escoada por gravidade.
O segundo passo é colocar o material em uma máquina a vácuo e depois em uma prensa.
Por fim, passa por vários cilindros quentes para completar o processo de secagem.
Após a formação do papel, adiciona-se amido para que o papel fique liso e
a tinta da impressora adira bem.

Por fim, o produto passa por um rigoroso controle de qualidade, onde o papel é analisado quanto à gramatura, lisura e teor de umidade.
Por fim, é colocado em grandes rolos de 21 toneladas e armazenado para corte no formato desejado, como papel sulfite (papel A4).
O uso do papel
Só no Brasil, o consumo de papel foi de 4.224 toneladas no primeiro semestre de 2020, segundo a
Indústria Brasileira de Árvores (Ibá). Globalmente, de acordo com os últimos dados mundiais
de consumo de papel Statista, consumimos 421,88 milhões de toneladas de papel em 2018.